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seta HISTÓRIA DE TOME-AÇU

Os primeiros habitantes da região do Rio Acará-Mirim foram identificados como Tembé, cujas tribos cultivavam uma agricultura de subsistência. Faziam parte da nação Tenetehara, que em tupi guarani significa: “nós somos gente verdadeira”, os quais partilhavam com os índios Guajará do Estado do Maranhão a mesma língua e tradição culturais.

O primeiro homem branco que ocupou o território de Tomé-Açu foi o português José Maria de Carvalho, que também foi o primeiro comerciante de madeira na foz do Igarapé Tomé-Açu, sendo atualmente Fazenda Tomé-Açu. Logo após o comércio madeireiro chegou o Sr. Agapito Joaquim de Cristo, que adquiriu, por aforamento, o terreno onde hoje está localizada a cidade de Tomé-Açu, que naquela época foi denominada de Fazenda Bela Vista.


A chegada dos primeiros colonos japoneses

Segundo Violeta Loureiro, na sua construção da História Social e Econômica da Amazônia, refere-se que, no ano de 1926, se dirigiu ao Pará um grupo de cientistas japoneses que tinham como missão localizar áreas nas quais pudessem ser instaladas colônias agrícolas e, a partir delas, dinamizar a economia através do desenvolvimento de culturas, assim como de práticas modernas de cultivo.

O resultado do trabalho levou à identificação de áreas no Estado do Amazonas (em Manacapuru) e no Estado do Pará (Baixo Amazonas, Santarém e Tomé-Açu).

Com a implantação da Companhia Nipônica de Plantação do Brasil em 1929, a Fazenda Bela foi vendida à Companhia Nipônica, que instalou na Fazenda Bela Vista a Administração Central da Companhia, quando chegaram os primeiros colonos japoneses (42 famílias, num total de 189 pessoas) as mesmas que, amparadas por certo volume de capital, assim como por uma tradição milenar na agricultura, ficaram instaladas no lugar.

No início as famílias plantavam arroz e hortaliças, aonde encontraram o desafio de escoar a produção.

No ano de 1933 houve uma fatalidade, de forma a ter reflexos na comunidade japonesa de Tomé-Açu, após a morte de uma imigrante a caminho do Brasil o navio com imigrantes japoneses teve de aportar em Cingapura, o chefe da embarcação comprou 20 mudas de pimenta-do-reino, que viria a ser chamado de "diamante negro" da Amazônia. Através dos imigrantes japoneses Tomé-Açu tornou-se então o maior produtor mundial de pimenta-do-reino, onde cinco mil toneladas eram colhidas por ano, após a Segunda Guerra Mundial. Mesmo após a decadência da pimenta-do-reino, hoje, Tomé-açu contínua sendo a maior produtora brasileira da especiaria.

Mesmo suas plantações sendo atacadas pela fusariose, os japoneses não desitiram da pimenta-do-reino, combateram a doença, mas isso abriu oportunidades para os imigrantes japoneses começarem o cultivo de outras culturas tropicais, como a açaí, também chamado de "diamante negro", onde o Pará se destaca como principal produtor da fruta. O crescimento das exportações do açaí foi de tal forma que chegou a despertar atenção de grandes jornais como o francês “Le Monde” e o norte-americano “The New York Times”.

Através dos japoneses a região também se tranformou na maio produtora brasileira de acerola do Brasil. Sendo na região do Nordeste Paraense a principal refêrencia.

Também pela decadência da pimenta-do-reino por causa da fusariose na década de 70 os imigrantes japoneses começaram a plantar cacau, que ganhou destaque e fez de Tomé-Açu o 6º maior produtor do estado. Sendo que quase 100% de todo o cacau produzido em Tomé-Açu segue o Sistema Agroflorestal, o SAF, tornando Tomé-Açu referência internacional em agricultura sustentável.

Desde 2008 os agricultores nikkeis de Tomé-Açu produzem o cacau fino de qualidade tão alta quanto ao produzido na Venezuela.


Terra da pimenta e a origem do nome

Tomeaçuense é o designativo daquele que nasce no município de Tomé-Açu. Os primitivos de Tomé-Açu contam que nas proximidades existia um índio Tuxaua, da raça Tapuia, da tribo Tembé, que se chamava Tomé, e que era um homenzarrão, o qual na linguagem indígena grande significa Açu, então popularmente o chamavam de Tomé-Açu. Esse nome passou para o maior igarapé da cidade, que até hoje se chama Igarapé Tomé-Açu e, posteriormente passou a ser o nome do município.

Fonte: http://tomeacuquatrobocas.blogspot.com.br/2011/08/historia-de-tome-acu.html

seta HISTÓRIA DO MUNICÍPIO DE ACARÁ-PA

O surgimento do município de Acará remonta ao período histórico em que os colonizadores portugueses realizavam a exploração do território paraense em direção ao interior do Estado do Grão ará e Maranhão, utilizando como via de penetração o próprio curso dos rios. Foi assim que, ao percorrerem o rio Acará, os portugueses puderam observar a facilidade da navegação naquelas águas, bem como, já em terra, constataram a sua fertilidade e a abundância de madeiras de lei. Atraídos por todas essas condições favoráveis, os colonizadores decidiram se instalar no local, onde foi montado um núcleo de colonização que, mais tarde, tornou-se a sede do município de Acará. No ano de 1758, o Governador do Grão-Pará e Maranhão, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, elevou aquela povoação à categoria de freguesia, sob a invocação de São José, ficando batizado originalmente como São José de Acará, hoje, sede municipal. Durante o período da Independência, o seu nome original, São José de Acará, foi mantido. Em 1833, por ocasião da divisão do Estado em termos e comarcas, São José de Acará ficou pertencendo á comarca da capital. Os relatos históricos de Palma Muniz e Theodoro Braga dão conta de que, em 9 de setembro de 1839, em cumprimento ao disposto na Lei nº 14, foi criada a Freguesia de Moju, tendo sido o território banhado pelo rio Acará anexado a ela. No ano de 1840, uma nova Lei, a de nº 53, de 4 de setembro, determinou que o mesmo território, banhado pelo rio Acará, ficasse dividido de forma que uma parte passasse a pertencer à Freguesia de São José de Acará, e a outra parte, com a Freguesia de Nossa Senhora da Soledade de Cairary, esta última criada pelo mesmo ato legal. Em 20 de agosto de 1864, foi promulgada a Lei nº 441, determinando que a Freguesia de Moju, conjuntamente com a de Cairary, fossem anexadas ao território do município da capital. O dinamismo e o desenvolvimento das áreas banhadas pelo rio Acará, sobretudo das Freguesias de São José e de Nossa Senhora da Soledade de Cairary, levaram o Legislativo Provincial à criação de um novo Município. Com o mesmo nome de São José de Acará, a então Freguesia foi elevada à categoria de Vila e instalada, em 23 de março de 1876, em cumprimento da Lei Provincial nº 839 que tinha sido promulgada em 19 de abril de 1875, e que, também, estabelecia o desmembramento do seu território de Moju. A configuração de São José de Acará como município se deu dentro dos alcances da própria Lei Provincial, que outorgou sua elevação à categoria de Vila. Fontes históricas revelam que o primeiro Presidente da sua Câmara Municipal foi D. Antônio Carlos de Paiva. Por outro lado, o nome do Município advém de uma expressão indígena que significa ''aquele que morde'', uma referência direta aos peixes que se encontram nos cursos dos rios de água doce, em particular, no rio Acará. Logo após a proclamação da República, o Governo Provisório, instalado no Estado, dissolveu a Câmara Municipal de Acará, em 19 de fevereiro de 1890, mediante a promulgação do Decreto nº 46 e, na mesma data, através do Decreto nº 47, criou o Conselho de Intendência Municipal, elegendo, para o cargo de Intendente, Francisco Xavier Armandio de Oliveira. A história recente do Município, no período da República, registra fatos marcantes relativos à sua configuração político-administrativa. Após a Revolução de 1930, através do Decreto Estadual nº 06, de 4 de novembro, o município de Acará foi extinto e seu território anexado ao do município de Belém, medida esta confirmada, no mesmo ano, pelo Decreto Estadual nº 78, de 27 de dezembro. Entretanto, dois anos mais tarde, em 1932, pela Lei Estadual nº 579, de 8 de janeiro, o território de Acará foi desanexado do de Belém, tendo sido reconhecido como Município em 31 de outubro de 1935, ganhando novamente sua autonomia. Conforme o estipulado na Lei nº 1.127, de 11 de março de 1955, o município de Acará vivenciou a tentativa de desmembramento do seu território para permitir a constituição do município de Tomé-Açu que, até então, era distrito deste. Esta Lei, no entanto, foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, em 4 de outubro daquele mesmo ano, fato este que inviabilizou o desmembramento. Quatro anos depois, em 1959, o Governo do Estado promulgou a Lei Estadual nº 1725, em 17 de março, mediante a qual foi criado, em definitivo, o município de Tomé- Açu, com terras pertencentes a Acará, deixando de ser distrito. No ano de 1988, a promulgação da Lei nº 5452, de 10 de maio, originou novo desmembramento das terras patrimoniais do município de Acará, desta vez para possibilitar a configuração territorial do município de Tailândia que, por esse instrumento legal, foi criado.

Primeiro jornal: Na história de Acará aparecem, com destaque, filhos ilustres que tiveram presença marcante nos acontecimentos políticos e científicos do Estado do Pará. Felipe Patroni, pelo fato de ter criado o primeiro jornal da Amazônia, "O Paraense", e Batista Campos, que tanto lutou pela Independência, continuou lutando contra os governos mesmo após a Adesão do Pará. Foi ele o articulador da revolução dos cabanos. Para fazer frente ao governo, já que havia rompido com o presidente Bernardo Lobo de Souza, fundou o jornal "Sentinela", que continha violentas críticas ao seu opositor. Lobo de Souza ordenou o fechamento do jornal e a prisão de Batista Campos. Este juntamente com Lavor Papagaio, panfletário cearense, conseguiu fugir a tempo e, após vagarem para o interior, chegaram à fazenda de Félix Antônio Malcher, localizada no rio Acará e encontraram Eduardo Angelim e Geraldo Gavião, além de outros revolucionários.
Após lutarem contra duas expedições enviadas pelo governo para aprisionar os revoltosos, Batista Campos morreu, vitimado por uma Gangrena, no dia 31 de dezembro, quando ainda se encontrava foragido no mato. A sua morte fez com que a Cabanagem fracassasse.

Pai da aviação: Outra figura importante é a de Júlio César Ribeiro de Souza, o "pai da aviação" da Amazônia e um dos pioneiros em balões em todo o mundo. Nasceu em 1843, falecendo pobre e esquecido em 1887. Em 1881, com uma subvenção do governo, seguiu para Paris, onde fez sua primeira experiência com seu balão, denominado "Victória", que avançou contra o vento, sem o auxílio de propulsor algum. Depois, construiu outro balão, o "Santa Maria de Belém". O privilégio de sua invenção acabou sendo reconhecido por vários países. Ele também foi poeta, deixando publicado um livro intitulado "Pyraustas".
Hoje, o município de Acará conta com três distritos legalmente constituídos: Acará, como sede municipal, Guajará-Miri e Jaguarari.

Cultura: Segundo a tradição dos habitantes do município de Acará, a principal manifestação religiosa é a festa em homenagem a sua padroeira, Nossa Senhora de Nazaré, cujos festejos vêm acompanhados de procissão, novenário e arraial. No Município, não há noticias de grupos organizados, tais como Boi-Bumbás, Pássaros, etc., que possam representar a cultura popular daquele Município.
Quanto ao artesanato local, peças artísticas tais como bordados, rendas e entalhes são confeccionados pelos artesãos, utilizando linha de algodão e madeira como matéria-prima, e expressam a criatividade e o bom gosto do artista local. A Biblioteca Municipal e a Casa da Cultura, embora sobrevivendo precariamente, são os únicos equipamentos culturais de que o município de Acará dispõe para resguardar e divulgar a cultura local.

Fonte: http://showdehistoria.blogspot.com.br/2009/06/historia-do-municipio-de-acara-pa.html

seta ASPECTOS HISTÓRICOS E CULTURAIS HISTÓRICO DE CONCÓRDIA DO PARÁ

A origem do município de Concórdia do Pará advém de um povoado que foi criado em função da construção da antiga Rodovia PA - 01, atual PA - 252, e da Rodovia PA - 140, entre os anos de 1969 e 1970, ligando-o ao município de Bujaru. Por estar localizado no cruzamento das duas rodovias, o povoado recebeu o nome de "Quatro Bocas".

Os primeiros moradores instalaram-se no local quando o acesso terrestre foi aberto, no sentido de Tomé-Açu, através da construção de parte da Rodovia PA - 140. Em 1970, segundo os "Municípios Paraenses"(1990), foram instaladas as primeiras serrarias, cujo objetivo era a exploração de seu potencial madeireiro, contribuindo para o processo de ocupação local. Um dos primeiros moradores, o senhor Raimundo Cordeiro de Abreu, lá chegou com o intuito de trabalhar na lavoura, atividade de grande atração face à qualidade do solo, propício à cultura da pimenta-do-reino e da lavoura de subsistência. No entanto, a exploração de recursos florestais com destaque para a exploração de madeira de lei, foi o fator determinante para o crescimento demográfico e econômico do lugar, atraindo populações oriundas de outras regiões do Brasil, principalmente do Nordeste.

O desenvolvimento destas atividades, somado à possibilidade de ligação rodoviária para Bujaru (72 Km), Acará (24Km), Mãe do Rio (48 Km) e Tomé-Açu (52 Km) foram fatores fundamentais para o crescimento da localidade de Quatro Bocas, onde, inicialmente, ficou situado o distrito de Vila Concórdia.

Em 1988, no governo do Dr. Hélio da Mota Gueiros, o Estado do Pará teve a sua divisão territorial alterada. Foram criados 18 novos municípios, entre os quais Concórdia do Pará, mediante a promulgação da Lei nº 5.442, de 10 de maio desse ano, estatuída pela Assembléia Legislativa do Estado.

Tendo sido reconhecido como Município, Concórdia do Pará adquiriu sua emancipação política, administrativa e territorial do município de Bujaru. Na atualidade, o município de Concórdia do Pará é constituído apenas do distrito-sede: Concórdia do Pará.

O primeiro Prefeito municipal de Concórdia do Pará, eleito em 15 de novembro de 1988, foi Walmir de Araújo Alves.


CULTURA

O município de Concórdia do Pará tem como maior manifestação religiosa a festa em homenagem a São Pedro, padroeiro da cidade, no dia 29 de junho. A população festeja a data com uma procissão que sai pelas principais ruas da cidade. O boi-bumbá e as quadrilhas juninas são as principais manifestações da cultura popular do Município. Esses grupos são organizados pela comunidade para apresentações nas festas juninas escolares e nas festividades do santo padroeiro. No município de Concórdia do Pará não há qualquer registro de trabalho artesanal confeccionado por artesãos locais. O único equipamento cultural disponível na cidade é a Biblioteca Municipal.

Fonte: http://www.portalamazonia.com.br/secao/amazoniadeaz/interna.php?id=589

seta HISTÓRIA DE MOJU, MUNICÍPIO DO PARÁ

O município de Moju originou-se de um povoado fundado nas terras de Antônio Dornelles de Sousa, localizadas dentro da área patrimonial da freguesia de Igarapé-Miri. Segundo Palma Muniz e Theodoro Braga, esse povoado era conhecido com o nome de Sítio de Antônio Dornelles. Após ter sido doado à Irmandade do Divino Espírito Santo, recebeu a invocação do santo da irmandade. Em julho de 1754, por ocasião da visita feita ao lugar pelo Bispo do Pará, Frei Miguel de Bulhões, o povoado foi elevado à categoria de Freguesia. Entretanto, somente em 1839, mediante a Lei nº 14, de 19 de setembro, é que a condição de freguesia do Divino Espírito Santo foi reconhecida, ficando desmembrada da freguesia de Igarapé-Miri. A demora por parte dos poderes públicos em reconhecê-la como tal, deveu-se ao fato de que o povoado apresentou uma fase de decadência e declínio bastante significativos, desde a sua elevação eclesiástica até o período de sua independência. Em 1856, com a promulgação da Lei nº 279, de 28 de agosto, a freguesia do Divino Espírito Santo foi elevada à categoria de Vila, com o nome de vila de Moju, e pelo mesmo ato legal, convertida em Município. O patrimônio territorial da vila de Moju ficou estabelecido pela anexação das áreas de influência e atuação das freguesias do Divino Espírito Santo - cuja jurisdição alcançava os rios Acará e Moju -, de São José do rio Acará e de Nossa Senhora da Soledade do Cairari.

Entretanto, a instalação do Município e a da sua correspondente Câmara Municipal apresentaram sérias dificuldades, tendo sido adiada a cerimônia oficial por repetidas oportunidades. Em razão disso, as autoridades e instituições legislativas constituídas no Estado tiveram que reiterar preocupações sobre o caso, chegando-se à situação em que a Assembléia Provincial promulgou a Lei nº 441, de 20 de agosto de 1856, mediante a qual foi ratifica a condição de vila para Moju. Por outro lado, retirou-se do município de Moju a freguesia de Acará, que passou a pertencer ao patrimônio de Belém. A despeito de todos esses acontecimentos, a instalação da vila não se efetivou; além disso, fez-se necessário a aprovação de uma nova Lei, a de nº 628, de 6 de outubro de 1870, elevando, mais uma vez, Moju à categoria de Vila, além de recuperar a freguesia de Acará, que voltou a pertencer ao Município. Nessa ocasião, as providências para a instalação oficial foram devidamente adotadas e, em 5 de agosto de 1871, o Município passou a existir, de acordo com os dispositivos da Lei. No ato da instalação, tomou posse como Presidente da Câmara Municipal o senhor Pedro de Mello Freire Barata.

A população das três freguesias, com as quais o Município passou a ser constituído (Divino Espírito Santo, São José do rio Acará e Nossa Senhora da Soledade do Cairari), participava da formação da Câmara Municipal elegendo vereadores, num sentido de proporcionalidade. Esse foi o fato gerador de todas as futuras lutas políticas do Município, no que dizia respeito ao pleito para a renovação de vereadores. Em 1887, o acirramento das disputas políticas alcançou o seu ápice, motivando a promulgação da Lei nº 1.307, de 28 de novembro, mediante a qual o município de Moju foi extinto. Essa medida drástica também atingiu Ourém e Irituia. Dois anos mais tarde, em 5 de outubro de 1889, a Lei nº 1.390 fez com que o município de Moju recobrasse sua autonomia.

Os acontecimentos de natureza político-administrativa são frequentes na história do Município. Segundo os relatos de seus historiadores, em 1889, apesar de Moju ter recuperado a sua autonomia, esse ato não foi acompanhado da instalação de sua Câmara Municipal. Com a queda da Monarquia e a instalação do regime Republicano, o Governo Provisório do Pará extinguiu a Câmara Municipal de Moju, em 15 de fevereiro de 1890, substituindo-a, na mesma data, pelo Conselho de Intendência Municipal, tendo sido nomeado para o cargo de presidente e Intendente de Moju, o senhor Raymundo Heliodoro Martins, através da promulgação dos Decretos nº 38 e nº 39, respectivamente. No início do século XX, em 1904, Moju passou a constituir o Primeiro Distrito Judiciário da Comarca de Igarapé-Miri, mediante o Decreto nº 1.296, de 9 de abril. Posteriormente, pela Lei nº 1.136, de 27 de outubro de 1910, foi incorporado ao Distrito Judiciário da Capital. Em 1930, pelo disposto no Decreto Estadual nº 6, de 4 de novembro, Moju foi, novamente, extinto e as suas terras foram anexadas ao município de Belém.

Em 1933, pelo Decreto Estadual nº 931, de 22 de março, Moju foi considerado como uma subprefeitura de Belém. Posteriormente, em 1935, a Lei Estadual de nº 8, de 31 de outubro, o considerou como Município do Estado do Pará, ficando, dessa forma, mais uma vez restaurado. Em 1936 e 1937, segundo a divisão territorial do Estado para estes anos, o município de Moju aparece integrado por três distritos: Moju, Cairari e baixo Moju. No entanto, em 1938, pelo disposto no Decreto-Lei Estadual de nº 2.972, de 31 de março, o Município aparece formado, unicamente, pelos distritos de Moju e Cairari. Neste mesmo ano, com a promulgação do Decreto-Lei Estadual nº 3.131, de 31 de outubro, o município de Moju adquiriu o território da área de Caeté, pertencente ao então distrito de Barcarena (no Município de Baião). Em 1943, pelo Decreto-Lei Estadual nº 4.505, de 30 de dezembro, o distrito Moju anexou do distrito de Cairari, o território da zona do baixo Moju. Em 1955, o município de Moju vivenciou a tentativa de desmembramento de seu território, para que pudesse ser constituído o município de São Manoel de Jambuaçu, entretanto, essa tentativa não vingou, uma vez que a Lei nº 1.127, de 11 de março de 1955, mediante a qual se pretendia concretizar o desmembramento, foi declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. Em 1991, o município de Moju teve parte do seu território desmembrado para constituir os municípios de Goianésia do Pará e Breu Branco, através das Leis nº 5.686 e nº 5.703, respectivamente. Atualmente, Moju conta com dois distritos: Moju (sede) e Cairari. Em relação ao nome desse Município, as crônicas estabelecem que o mesmo deriva de uma palavra pertencente à língua Tupi e que, na sua tradução para o idioma português, significa "rio das cobras".


CULTURA

O município de Moju apresenta, como principal manifestação religiosa, as festividades marianas, que ocorrem no mês de maio.

Também merece destaque a festa em homenagem ao padroeiro, o Divino Espírito Santo, realizada no segundo domingo de Pentecostes e que, por ser uma festa móvel, pode coincidir com o mês de maio ou junho; em qualquer um dos casos, as celebrações obedecem à tradição: iniciam com o Círio Fluvial, que sai da foz do rio Jambuaçu em direção à sede do Município, onde os festejos têm continuidade com arraial, leilão e ladainha na igreja.

Da mesma forma, outras manifestações religiosas do Município merecem destaque, como a procissão de Corpus Christi no mês de junho e a Festa de Nossa Senhora de Nazaré, em dezembro, cujo círio é uma tradição de 101 anos.

Entre as manifestações da cultura popular local, Moju possui, apenas, um grupo folclórico organizado de boi-bumbá, chamado Boi Tira-Fama, que se exibe nas casas onde é convidado, durante as comemorações festivas do Município e, com maior freqüência, no mês de junho. Há, também, grupos de quadrilhas organizados por grupos de mães e as dos alunos e alunas da Escola Estadual "Lauro Sodré".
Por ocasião das festas natalinas, vez por outra, o Clube de Mães organiza uma pastorinha.

O artesanato do Município não é variado e as peças confeccionadas pelos artesãos locais não apresentam aspectos ou intenções decorativas. As mais importantes são peneiras, tipitis, paneiros e vassouras produzidas da tala.

Os equipamentos culturais de Moju são representados por uma Biblioteca e uma Casa da Cultura

Fonte: http://www.portalamazonia.com.br/secao/amazoniadeaz/interna.php?id=622